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INFORMAÇÃO SUMÁRIA
Padroeiro: S. Miguel. Habitantes: 96 habitantes (I.N.E.2001) e 124 eleitores em 31-12-2003. Sectores laborais: Agricultura e pecuária, construção civil e pequeno comércio. Tradições festivas: Santo António e S. Miguel (último domingo de Agosto). Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja Paroquial e Capela da Senhora do Pilar, Eira Comunitária, espigueiros e moinhos em cascata, vestígios arqueológicos (mamoas, vila romana), belezas ribeirinhas do rio Coura, vistas panorâmicas sobre o Concelho de Paredes de Coura. Aspectos Gastronómicos: Bolo do tacho, enchidos de porco e filhoses da pedra. Artesanato: Meias de lã.
Porreiras, estende-se pela encosta da serra da Boalhosa na direcção da Chã de Pipas numa área de cerca de 752 ha, a cerca de 7 km da vila de Paredes de Coura, a sede do concelho. É sem dúvida uma das freguesias mais altas do concelho de Paredes de Coura, e até mesmo do distrito de Viana do Castelo, donde, como se compreende, se pode, por isso, desfrutar de excelentes vistas panorâmicas e tirar proveito da impar qualidade de vida ambiental proporcionada por uma vegetação luxuriante, aqui e ali cortada por cursos de água cristalina que vão formando o rio Coura.
Sabe-se que foi ocupada pelos homens desde os tempos mais antigos.
Tem por lugares principais: Cabo, Almas, Souto e Outeiro. Os seus limites são estabelecidos pelas freguesias de Boivão, e Taião (estas de Valença) que se encontram no seu lado norte, Insalde a nascente, Formariz , Padornelo, Moselos a sul , Ferreira e Cerdal ( também esta do concelho de Valença) a poente.
Nota para os moinhos, os cursos de água e para os espigueiros, estes em numero de destaque que se impõem paisagisticamente, lembrando a todos o seu valor ancestral na economia local, e transportando para os dias actuais esses valores culturais. São equipamentos trabalhados em granito, num trabalho de arte cujas marcas ainda estão visíveis nos dias actuais.
Em tempos remotos (inquirições» de D. Afonso III) foi conhecida por «Collatio Sancti Michaelis de Rabe». Os moradores desta freguesia iam à “anuduva” e davam de comer ao «Casteleiro» seis vezes por mês, segundo se lê nas «inquirições» citadas.
O censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, utilizada pelo P. Avelino de Jesus da Costa refere-se a Porreiras denominando-a São Miguel de Rabel.
Rabel ou Rabil, no antigo português, era um instrumento rústico, de 3 cordas, que usavam os pastores.
Por ser uma terra de ricos pastoreiros ou de muita pastoriça, não é de admirar que esta freguesia tenha se chamado Rabel em lembrança desse instrumento utilizado pelos pastores dessa época.
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias - Autarcas do Séc. XXI, Paredes de Coura de Narciso C. Alves da Cunha, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
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